Como tudo come√ßou…

N√≥s somos um casal j√° com 62 e 63 anos (ela n√£o parece!) mas a tend√™ncia para o candaulismo sempre existiu embora, naqueles tempos, nem conhec√™ssemos  o termo! Nessa altura, e ainda hoje, o termo portugu√™s mais adequado √© ‚Äúcorno manso‚ÄĚ. Penso que o inicio de tudo foi at√© antes do casamento quando eu lhe pedia para usar mini saias e sugeri que fiz√©ssemos nudismo, tudo isto no in√≠cio dos anos 70!!! Confesso que sentia um prazer enorme que olhassem para as pernas dela assim como, na praia, que a vissem despida. Casamos em 73 e continuamos com essas pr√°ticas para prazer de ambos. Nessa altura ainda n√£o havia net mas eu assinava uma revista francesa, UNION,  que, sem ser pornogr√°fica, tratava de problemas de sexo e publicava cartas dos leitores. E, claro, as que mais me interessavam eram precisamente aquelas em que um terceiro elemento masculino se juntava ao casal e foi a partir da√≠ que come√ßamos a fantasiar com uma terceira pessoa, do sexo masculino, nos momentos de maior intimidade. Passaram-se alguns anos e, em 1977, veio para c√° dar aulas um ex-colega meu do Liceu da P√≥voa! Filho √ļnico, solteiro, veio viver para c√° com os pais. Um dia, fatalmente, ter√≠amos de nos encontrar e foi isso mesmo que sucedeu. Sendo solteiro e n√£o conhecendo c√° ningu√©m, era perfeitamente natural que se apoiasse um pouco em n√≥s e, dessa forma, passou a frequentar regularmente a nossa casa.  Era uma pessoa extremamente educada e sens√≠vel e, por isso mesmo, a confian√ßa entre os tr√™s foi crescendo, a amizade aumentando e, claro, o √†-vontade tamb√©m! Os jantares em casa eram frequentes aos fins-de-semana, os passeio, os jantares fora e, com a chegada do Ver√£o, as idas √† praia… Claro que acabamos por fazer nudismo juntos o que veio refor√ßar ainda mais a nossa intimidade. E pude ver, nesse primeiro dia em que fizemos nudismo juntos, o quanto M ficou excitada…o que, como √© natural, me deu um prazer enorme e fez com que, uns dias mais tarde, tiv√©ssemos uma conversa… E foi nessa conversa, franca e sem rodeios, que ela me confessou que, de facto, o MA ( iniciais do nome pr√≥prio dele) a excitava e, se as condi√ß√Ķes se proporcionassem, n√£o poria de parte termos rela√ß√Ķes a tr√™s. Ficou bem claro que nunca estaria em causa o Amor entre n√≥s os dois e que at√© poderia ser ben√©fico para o relacionamento do casal…o que  veio a confirmar-se conforme tantas vezes t√≠nhamos lido na UNION.
A partir desse dia a M passou a ser ainda mais desinibida quando o MA vinha a nossa casa. Saias bastante curtas, cruzar de pernas mais ousado…aparecer na sala em soutien e calcinha a perguntar que vestido deveria usar para irmos jantar…enfim…
Um dia que √≠amos jantar fora os tres, perguntei-lhe se estaria disposta a ir mais longe…disse que sim! Foi no dia 7 de Maio de 1977! Como n√£o se usava mini saia nessa √©poca, levou uma saia pelo joelho mas de trespasse, que facilmente se abria e mostrava as pernas…Depois do jantar sugeri, conforme j√° combinado entre mim e ela, irmos at√© nossa casa beber o √ļltimo copo… Chegamos, pus uma m√ļsica suave, pouca luz e abri uma garrafa de champanhe…(o tradicional…). Conversamos e, passado algum tempo, perguntei √† M se queria dan√ßar… No fim perguntai ao MA se n√£o queria tamb√©m dan√ßar com a M…claro que disse que sim…
Sentei-me num sof√° e deliciei-me a v√™-los, cada vez mais juntos, cada vez mais √≠ntimos at√© que, inevitavelmente, come√ßaram a beijar-se… e n√£o √© preciso dizer o que se passou em seguida.
Foram uns anos maravilhosos em que nos relacionamos  com o MA, assumidamente amante de M, sempre com o maior respeito, muita amizade e muit√≠ssimo prazer… E fui constatando ao longo da rela√ß√£o que tivemos com o MA que o meu maior prazer era, de facto, v√™-los a terem prazer… A minha vida profissional, nessa √©poca, obrigava-me a ir frequentemente a Lisboa e at√© ao estrangeiro mas isso nunca foi impedimento de o MA ir a nossa casa jantar e de estar com a M. Eu mesmo incentivava a M a convidar o MA nessas ocasi√Ķes…
Ao fim de alguns anos, o MA foi transferido para Lisboa o que tornava dif√≠cil manter essa rela√ß√£o…Fomos ainda passar alguns fins de semana com ele mas acabou por terminar a rela√ß√£o embora nunca a amizade… Julgo que o MA encontrou em Lisboa uma rela√ß√£o semelhante mas nunca fal√°mos disso em concreto. Mantivemos com ele, durante muitos anos, uma amizade concretizada por alguns telefonemas mas, de repente, n√£o conseguimos mais contact√°-lo. Soubemos, alguns anos depois, que tinha falecido num acidente de via√ß√£o…

Passaram-se anos e a Vida continuou sem procurarmos nada mas recordando sempre o MA como um grande Amigo e um grande amante.

No entanto, nas voltas que a Vida dá, sem nunca termos procurado nada voltámos a encontrar…

Actualizado em (Quarta, 14 Dezembro 2011 10:17)

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